Mês do Rock

Confira uma lista das músicas que moldaram o gênero (lançado periodicamente, em partes)

Entrevista: Vitor Pirralho

O Ouvido Interativo entrevistou um dos artistas mais inventivos de Alagoas, confira!

Biografia: Djavan

Da boca do beco ao azul, a vida e obra de um dos gigantes da MPB

Grandes ÁLbuns: Led Zeppelin IV

Conheça um dos maiores álbuns da história do rock aqui no Ouvido Interativo!

Vídeos - Tributos aos Temas do Super Mario!

Matéria especial para matar a saudade de um dos maiores games que já existiram!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Guthrie Govan - Wonderful Slippery Thing

     Dotando de uma musicalidade peculiar Guthrie Govan é um dos guitarristas mais inovadores do fusion atual. Brincalhão, o guitarrista desfila passagens dificílimas de serem executadas, como slaps rápidos na guitarra, arpejos com tapping em um timbre bastante clean, frases com legato em uma velocidade incrível, dentre outras, com uma naturalidade que assombra! Tudo isso com músicas extremamente bem compostas e improvisos magníficos. Duvida? então ouça a música abaixo, do show do guitarrista em Seoul:


entrevista: Irina Costa

Irina Costa, foto por Flávia Correia.


      Dona de uma das melhores e mais versáteis vozes de Maceió, a cantora Irina Costa navega por vários estilos primorosamente. Nascida em Angola, mas brasileira e alagoana de coração, a cantora já participou de vários concursos musicais. Dentre eles, venceu o Lusavox por escolha do público e se apresentou no canal RTPi para mais de 141 países.
     Em entrevista exclusiva para o blog Ouvido Interativo, a musicista fala sobre sua vida, seus projetos musicais, Comusa e aspirações futuras:

(por @lud_mi_la)    

Quais as suas influências musicais?

     Sou muito eclética. Graças a Santa Cecília, padroeira da música (risos). Nasci numa família musical. Meu avô, por parte de mãe (já falecido), tocava acordeon e piano. Minha mãe também e ainda cantava. Por isso cresci num ambiente onde se ouvia de tudo: fado, MPB, bossa, Jazz, blues samba, country music, folk... A minha família é muito musical. Lembro-me de cantar desde os 04 anos. E gostava de vários estilos. MENOS do fado. 
     Na adolescência, a paixão era o rock 'n´ roll. E isso continua refletido na MDM - banda em que sou vocalista, também. Com a maturidade e o falecimento do meu avô, redescobri Portugal e o fado. Hoje, a música portuguesa faz parte de mim. 

Há alguma forma de permear o fado entre os muitos estilos de música brasileira?

     Sim. Eu faço isso a medida em que canto fado sem a guitarra portuguesa, dando nova roupagem. E não só. Uma cantora brasileira, a Mylene Pires, editou um CD com regravações dos Madredeus (que não é fado, mas que tem a mesma melancolia) e transformou aquelas canções em samba, bossa, marchinha carnavalesca, etc.
     Ah! No Brasil, o Fado é um bailado de origem afro-brasileiro. Herança cultural deixada pelos escravos que vieram da África para trabalhar nos canaviais da região. Mas isso é uma outra história...

E quanto à cantora, existe uma Irina brasileira?

     Existe mais do que isso. Existe uma Irina transita entre dois mundos; mas, sobretudo, existe uma Irina que respira e vive música. Seja para o que for. Trabalho, dirijo,acordo e adormeço com música. Falo através da música. A minha vida é uma trilha sonora.

Há quanto tempo você canta?

     Desde que me entendo por gente! (risos). Mas, a sério, há 10 anos.

Como é a receptividade do público alagoano e brasileiro ao fado?

     Muito boa. O fado (e a música portuguesa) arrebatam o coração, porque falam de sentimento, falam da alma e para a alma, falam do amor, da sina. E, ao contrário do que se pensa, tenho cada vez mais gente jovem na platéia. Porque a juventude tem uma urgência nas palavras e na expressão. O fado também.

Qual a sua opinião a respeito da cena musical alagoana?

      Incrivelmente produtiva, ávida por espaço, inquieta, talentosa. Temos mais é que nos orgulhar do que é produzido na nossa Alagoas. Olhar para o umbigo. E o que me encanta é perceber que essa mesma inquietação e esse talento-monstro  não deixa esmorecer esses alagoanos, nascidos ou de coração, que nos brindam com música de primeira qualidade, projetam Alagoas, ainda que com toda a dificuldade. Porque possibilidades existem.  



E quanto à Comusa, como ela atua entre os músicos alagoanos? Qual a importância da Cooperativa?

     A Comusa vem para formalizar o trabalho musical, onde os artistas cooperados passam a ser agentes de um processo de transformação no cenário musical de Alagoas, com o objetivo de fomentar a formação de rede entre os cooperados, minimizar a ação de intermediários e distribuir renda tendo por base a autogestão, trocando experiências e compartilhando de um ideal coletivo: DIVULGAR A MÚSICA PRODUZIDA EM ALAGOAS e levá-la ainda mais longe.
     A Cooperativa visando o fortalecimento da categoria nasce como um novo paradigma de organização da classe musical, para atuar nas esferas nacional e internacional, contribuindo com a construção de políticas públicas relacionadas à cadeia produtiva da música, tendo como principais metas: a ampliação de redes, a intercooperação entre as cooperativas de música, a difusão e circulação da música produzida em Alagoas no Brasil e no exterior, divulgação da música autoral em veículos de comunicação como rádios, internet e televisão, qualificação e profissionalização dos integrantes da cadeia produtiva da música, contribuição para que os programas de educação musical, para professores e músicos, sejam multiplicados, estimulação e implementação de iniciativas de economia solidária para o mercado da música.

Em que projetos musicais você já atuou?

     Para citar alguns: Lusavox. Mulheres que dizem sim. Outubro ou Nada. O Livro das Emergências. Abertura Nacional da Exposição "Destinos do Fado" do Pinto Português António Carmo. Gravei a participação  no CD "Cantores Alagoanos e suas músicas favoritas". E, ainda no forno, participação no CD do Junior Almeida com sua "tal sol, tal homem, tal maria" (guardada a sete chaves).

Que momento mais marcou sua carreira?

     Vencer o Lusavox (escolhida pelo público) - concurso internacional promovido pela RTPi (Televisão Portuguesa) e o Ministério dos Negócios Estrangeiros - transmitido, ao vivo, para mais de 141 países, representando o Brasil e Alagoas com a música "O Cravo e a Rosa" do cantor e compositor alagoano Sóstenes Lima.

Você pensa em lançar sua música em alguma mídia como CD ou DVD?

     Quem canta quer e precisa ter um registro. Já pensei muito nisso. Ainda penso. Mas, hoje, diante da nova era que nos foi (im)posta, prefiro pensar num DVD. E é nisso que tenho firmado o pensamento. Também, claro, penso em continuar a divulgar a minha música, a música alagoana e  a  produzida em Alagoas, porque somos bons, pois temos boa música, boa gente e ótimos artistas e, sobretudo, porque a música une e quebra barreiras, eleva as pessoas, melhora o humor, enfim, faz bem à alma!


Contatos (clique para ser redirecionado):

segunda-feira, 6 de junho de 2011

The Beatles - Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band



(por @lud_mi_la)

Lançado em 1967, o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band é tido como o mais aclamado álbum da banda inglesa The Beatles, tanto pela crítica quanto pelo público. Considerado pela revista Rolling Stone como o melhor e mais influente álbum de rock de todos os tempos, o emblemático LP foi definido como um verdadeiro ícone do rock’n’roll e uma das obras mais significativas do século XX.
O disco surgiu, antes de tudo, da necessidade de inovar. Com sete álbuns lançados, o quarteto de Liverpool já mostrava, nas últimas duas produções (Rubber Soul e Revolver), um progressivo amadurecimento musical, com letras e melodias mais longas e complexas em lugar da ingenuidade do rock produzido no início da década de 60. Movidos pela ideia de criar algo inteiramente novo, como o mundo nunca havia visto até então, os Beatles passaram nove meses em estúdio para lançar aquele que seria o primeiro álbum conceitual da história do rock.
            O Sgt. Pepper’s nasceu numa época em que o mundo sofria profundas mudanças de ordem político-social, desenhadas sob a tensão da Guerra Fria. Os Estados Unidos invadiam o Vietnã, Martin Luther King Jr. liderava o movimento pelos direitos civis dos negros, a China de Mao Tsé-Tung promovia a Revolução Cultural. Era também o início da era hippie, o chamado ‘Verão do Amor’, quando a ideologia de paz e amor foi amplamente difundida pela juventude.
Os próprios Beatles, cansados da imagem que haviam criado, ansiavam por uma mudança. Eles decidiram então parar de vez com as exaustivas turnês, em que a histeria do público não permitia que eles escutassem a si mesmos durante os shows, e tornarem-se uma banda de estúdio. A mesma decisão que levou a crítica a condenar a banda ao fracasso, na afirmação de que uma banda de estúdio não sobreviveria à exigência do público, foi o fator responsável pela criação do álbum.
Pode-se citar como exemplo a faixa-título, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, que é introduzida por ruídos de pessoas conversando e de uma banda afinando os instrumentos. A última frase da música diz ‘let me introduce to you the one and only Billy Shears’ e a faixa dois é inserida emendada na primeira, sem pausas ou os tradicionais segundos de silêncio que, em geral, dividem as faixas de um álbum – recurso que, aliás, é utilizado no Pepper como um todo.
A capa e as canções do Sgt. Pepper’s fomentaram os boatos que deram origem a uma das maiores conspirações do mundo pop: a de que Paul McCartney havia morrido num acidente de carro e que um sósia estaria em seu lugar. O álbum estaria repleto de mensagens subliminares que indicariam aos fãs que o baixista estava morto, e a capa seria uma verdadeira coleção delas. Há quem diga, por exemplo, que a foto representava um funeral, com mensagens subliminares, algumas sutis, outras não, que informavam a morte do Beatle e em que local estaria enterrado. Nenhum Beatle afirmou que as ‘pistas’ eram propositais, mas esta publicidade involuntária ajudou e muito o grupo na venda de seus discos.
Numa época em que vários nomes célebres da música estavam reinventando seu estilo de compor e gravar – como, por exemplo, Bob Dylan, Jimi Hendrix e o Led Zeppelin –, o Sgt. Pepper’s nasceu de uma competição criativa e influência mútua entre o líder da banda americana The Beach Boys, Brian Wilson, e Paul McCartney. Wilson sentiu-se desafiado a criar um álbum inovador após ouvir o Rubber Soul – álbum dos Beatles lançado em 1965 e considerado por muitos o divisor de águas na obra do quarteto britânico – que julgou o disco mais impressionante já feito. Surgiu então o Pet Sounds, lançado em 1966, cuja audição que inspirou e motivou os Beatles a criarem o Pepper.
Tanto o Pet Sounds quanto o Pepper, desenvolvidos com novas técnicas de gravação (oito canais ao invés dos quatro tradicionais, por exemplo) e inovadores no aspecto musical, com a inserção, por exemplo, de instrumentos clássicos na feitura do rock, algo impensado até então, causaram uma revolução no modo de pensar e produzir um álbum musical.
Em relação aos primeiros álbuns da banda, o Sgt. Pepper’s tinha pouco apelo comercial. Suas canções não são tão fáceis de executar ou cantar como canções antigas do grupo. Nas letras, o grupo reflete a liberdade vivenciada no momento. Da psicodelia, ao surrealismo, à revolta e ao amadurecimento. Destacam-se no álbum:

Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band:


A primeira faixa do oitavo álbum da banda inglesa começa com ruídos de uma platéia. Logo em seguida, surge uma guitarra que, ao ser ouvida, já anunciaria o ar de novos rumos que a banda estava tomando. A última frase da música fala "Conheçam Billy Sheers", suposto cover de Paul McCartney, que havia morrido segundo teorias conspiratórias de fans:



With a Little Help From My Friends:


Um pouco mais "na pegada" dos Beatles, With a Little Help From my Friends  foi composta por McCartney e cantada por Ringo Starr. A música fala sobre dificuldades e a importancia da ajuda de amigos para transpô-las. A canção ganhou um arranjo poderoso e visceral na voz do cantor Joe Cocker, cuja apresentação mais marcante é exatamente com esta música, no Woodstock 1969:



Lucy in the Sky With Diamonds:


Frequentemente atribuída ao LSD (cujas iniciais, inclusive, citam o nome da droga), Lucy in The Sky With Diamonds é uma das mais significativas músicas do álbum. Seu conteúdo é pura psicodelia, da melodia inicial da guitarra à letra:
"Picture yourself in a boat on a river
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly
A girl with kaleidoscope eyes
Cellophane flowers of yellow and green
Towering over your head
Look for the girl with the sun in her eyes
And she's gone".


Apesar das possíveis alusões à droga, a música, segundo Lennon, surgiu de uma fotografia de uma amiga de seu filho, Julian (para o qual, um ano mais tarde, McCartney comporia Hey Jude), chamada Lucy Vodde.



A Day in The Life:


A day in the life surgiu de duas letras incompletas: uma, a letra que Lennon havia composto, com começo e fim, mas sem meio; outra, de McCartney, com meio, mas sem começo e fim. A música conta com partes instrumentais ruidosas, feitas por 40 músicos de orquestra e com 4 overdubs, para gerar um efeito semelhante ao de 160 músicos tocando. Em seguida, um toque de despertador anuncia a entrada da parte de Paul, que começa com "woke up, fell out of bed" (acordei, caí da cama) e finaliza com a volta de John seguida pelo overdub instrumental, acabando em um acorde de piano:




Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band, mais que um álbum, é um artefato contracultural que quebrou paradigmas e deixou como legado, além de uma forma inteiramente nova de pensar e elaborar um álbum, todos os traços que permeiam a vanguarda pop atual.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Entrevista: Demodèe

     

     Formada em 2007, a banda Demodèe é um daqueles frutos que nascem por um simples propósito: o amor que seus integrantes partilham pela música. Não é por acaso que a exploração de sons e texturas musicais da banda, bem como o cuidado que dispendem em suas letras, chamam facilmente a atenção no cenário do rock alternativo alagoano.
     Em 2011, a banda teve um momento importantíssimo em sua carreira com o lançamento do primeiro registro de seu trabalho, o EP Prerrogativas Essenciais Básicas. Este belíssimo mini-álbum conta com três músicas que, com certeza, irão surpreender qualquer ouvinte que curta um bom rock.
     Este mês, a banda concedeu uma entrevista exclusiva ao Ouvido Interativo, que você confere logo em seguida:

Quais as principais influências da Demodèe?


Cada integrante da banda tem influências diversas que contribuem para sonoridade final das músicas. Os estilos que nos influenciam variam entre MPB, Rock, Música Clássica, Jazz e Bossa Nova.


Fazer musica sempre foi o primeiro plano da banda, ou vocês também tocam/tocavam covers?


No início a banda fez covers, mas sempre tivemos o objetivo de ser uma banda autoral.


Como é o processo de composição da banda?


A banda tem dois compositores, mas todos os integrantes participam do processo de criação. Geralmente, na composição da música, a melodia é criada primeiro e em seguida a letra. Posteriormente a música é trabalhada em estúdio por todos.


O EP Prerrogativas Essenciais Básicas conta com 3 músicas, 2 das quais carregadas de influências do rock clássico e uma com arranjo mais jazzístico. Estilisticamente, o modo como a música deve soar é uma preocupação da banda durante a composição, ou vocês preferem simplesmente desenvolver as boas idéias sem se preocupar com o rumo que a música tomará?



Procuramos deixar o processo de composição mais livre possível, a música vai tomando forma na medida em que cada um contribui para sua elaboração.


Quais os Equipamentos que a banda utilizou na gravação deste EP?


Guitarras: Usamos uma semi-acústica Condor Glap 2 Exotic, que foi gravada com equipamento digital;
Baixo: Usamos um Warwick Rock Bass e um Fodera;
Bateria: usamos uma Mapex Orange e Roland TDK9;
Teclado: Yamaha PSRE 313 e Kurzweil SP88x  ;
Microfone pra voz: Rode NTK.


Viver de música em Maceió é, para a grande maioria, um sonho distante, pois infelizmente nosso Estado não proporciona o incentivo à cultura que é cabido ao talento dos artistas locais, o que levou as bandas ao (des)interessante movimento de invadirem bares e adaptarem-se ao repertório cover para que pudessem ser aceitas pelo público. Para os artistas exporem sua própria arte, é preciso contar com eventos musicais isolados, fruto do esforço de poucos e que, por si só, praticamente não criam uma cena musical. Porque isso acontece?


O circuito cultural de Alagoas ainda é muito limitado, tanto pela falto de incentivo do governo quanto pela falta de interesse por parte do publico pela produção local. Até mesmo as bandas alagoanas agora é que estão acordando para se valorizarem e buscar seu espaço no cenário nacional. É um processo que leva tempo e a gente espera fazer parte dessa mudança.


A pergunta acima abordou a questão da escassez de eventos no estado, no entanto, ainda é possível perceber que existe um público sedento pela arte local, que prestigia as bandas e suas músicas. Se temos tal público, o que falta para que possamos inverter esse quadro, quais incentivos seriam necessários?


Apoio para as bandas produzirem seu material. Por mais que uma banda possa fazer shows, o que vai fazê-la crescer é a gravação com qualidade de suas músicas. É o que vai fazer esse público sedento conhecer de verdade e divulgar as bandas locais.

     Conheci a banda Demodèe por indicação de uma grande amiga, fui ouvir a banda com um certo descompromisso mas, segundos após entrar no site, já estava procurando meu fone de ouvido, sem querer tirar os olhos do monitor. Navegar pelo site é uma experiência prazerosa, que surpreende vários quesitos, desde o aspecto visual ao contato com as ótimas idéias que a banda teve para divulgar seu EP. Entre elas, merecem destaque:      

Pague com um Tweet: A idéia é usar a mídia social para divulgar o trabalho da banda. O EP pode ser baixado pelo “custo” de um tweet. Assim, a banda ganha divulgação e o ouvinte, acesso à esse ótimo trabalho gratuitamente.

Encarte Virtual: Ao baixar o EP, o ouvinte também terá acesso ao encarte virtual.

Entrevista Online: Utilizando-se do Formspring, a Demodèe respondeu às perguntas do público e exibiram as respostas no encarte virtual, gerando maior interatividade.

     Diante de tanta criatividade e paixão pela música, cabe à mim fazer ao leitor dois simples pedidos: Escute e divulgue a banda Demodèe!


Formação:

João Henrique - Vocal/Guitarra
Mamão - Bateria
Mário da Mata - Teclado/Vocal
Hugo Silva - Guitarra
Davi Coimbra - Baixo/Vocal 

Demodèe na web:

Facebook: Banda Demodèe
Orkut: Banda Demodèe

terça-feira, 17 de maio de 2011

Led Zeppelin - IV


      Lançado em 8 de Novembro de 1971, o álbum IV da banda Inglesa Led Zeppelin é um dos melhores da história do rock, com cerca de 37 milhões de cópias vendidas, das quais 23 milhões somente nos Estados Unidos. Influenciado por temas como a mitologia nórdica e a obra-prima de J.R.R.Tolkien  O Senhor dos Anéis, marca os primeiros traços de rock progressivo e heavy metal, que constantemente adotariam letras místicas e canções longas, com harmonias bem-elaboradas.
     O álbum, na verdade, não tem nome, sendo designado pelo selo Atlantic Records como The Four Elements, pelo guitarrista (e produtor) Jimmy Page como IV e pelo vocalista, Robert Plant como The Fourth Record (simplesmente O quarto álbum). Confira abaixo um resumo faixa-a-faixa do disco.


"Black Dog"


     O álbum tem seu início com uma das maiores músicas da história do rock (294ª posição na lista da revista Rolling Stone). A música tem seu início com um efeito de guitarra e a voz poderosa de Robert Plant, seguido por um riff pesado, com compassos "quebrados". A bateria, porém, se mantém firme no pulso quaternário o tempo inteiro, gerando um efeito interessante aos 2:36, onde caixa e bumbo se alternam durante uma extensão do riff principal da guitarra:






"Rock'n'Roll"


     Seguindo uma harmonia blueseira alternada com trechos de rock, a música é uma das mais conhecidas do grupo. A guitarra agressiva de Jimmy Page faz jus ao status de "a mais pesada banda de todos os tempos", atribuida à banda pela revista Rolling Stone:






"The Battle of Evermore"


     Inacreditavelmente feita durante uma "brincadeira" de Jimmy Page, que testava o bandolim de John Paul Jones sem saber tocar, The Battle of Evermore é, indiscutivelmente uma das músicas mais ricas do Zeppelin. A letra é baseada na mitologia escocesa e no livro O senhor dos Anéis, sobre a qual Plant estava lendo na época, confira um trecho:


"...the night is long, the beads of time pass slow,
Tired eyes on the sunrise, waiting for the eastern glow.
The pain of war cannot exceed
The woe of aftermath,
The drums will shake the castle wall,
The ring wraiths ride in black..."


"A noite é longa, as contas do tempo passam devagar,
olhos cansados no nascer do sol, a espera do brilho do leste.
a dor da guerra não pode exceder
à aflição do resultado,
os tambores balançarão as muralhas do castelo,
os espectros d'O Anel cavalgam trajando negro"

     Sentindo que a música precisava ser cantada em um dueto, Robert Plant convidou a cantora Sandy Danny, ex-membro do grupo de folk rock britânico Fairport Convention:




"Stairway to Heaven"

    A quarta faixa do álbum traz uma das músicas mais belas e cheias de mito da história do rock. Stairway to Heaven é pura obra de arte, desde seu começo primoroso, onde o dedilhado de Page é acompanhado de uma flauta melancólica ao final apoteótico, discorrem aproximadamente 8 minutos de áudio. No entanto, a canção quebrou todas as barreiras das rádios, que não tocavam músicas tão longas (fato conseguido previamente apenas por Hey Jude, dos Beatles, em 1968). Para completar, o solo da música foi eleito O Melhor Solo de Guitarra pela revista  Guitar World:




"Misty Mountain Hop"

     De clima sessentista, Misty Mountain Hop é uma das mais irreverentes músicas do álbum. A intepretação mais popular da música fala do uso de drogas e faz um referência às Montanhas Sombrias, do livro O Hobbit, de J.R.R. Tolkien e conta com o baixista John Paul Jones tocando teclado:





"Four Sticks"

     Four Sticks é uma das músicas de maiores dificuldades na gravação do álbum, que precisou de duas gravações de bateria (daí o título, pois o baterista John Bonham usou dois pares diferentes de baquetas), overdubs de guitarra e um sintetizador VCS3, tocado por John Paul Jones. O compasso da música é marcado em 5/8, alternando para 6/8 frequentemente:



"Going to California"

     Em outra música acústica, com uma referência folk de beleza surpreendente,  a sétima faixa do álbum IV traz Jimmy Page em um arranjo sublime de 2 violões (sendo um afinado em DADGBD) e bandolim, tocado por John Paul Jones:



"When The Levee Breaks"

     When the Levee Breaks foi composta por Kansas Joe McCoy e Memphis Minnie em 1929 e faz referência à grande inundação do Mississippi, em 1927 e é de domínio público. Esta é uma das versões mais pesadas (e famosas) já feitas da música, que termina com uma guitarra enfurecida de Jimmy Page:






     Mais que um álbum, IV é mágico. Um disco que quebrou barreiras, redefiniu os moldes do rock e concretizou o Led Zeppelin como um dos gigantes do rock, responsáveis por cerca de 200 milhões de discos vendidos ao redor do globo, sendo 111.5 somente nos Estados Unidos.


domingo, 15 de maio de 2011

Download: Revolução - Ao Vivo no Metrópole Hall (2007)


     Formada em 2000, a banda Revolução passou por algumas reformulações, cresceu e conquistou seu espaço no cenário do Reggae Alagoano. Com letras de conscientização e um reggae no estilo de Bob Marley, que não deixa de se abrir às influências do blues, rock, MPB, etc. a banda ganhou notoriedade com a música Neguinha, em meados de 2005. 
     O álbum Ao Vivo no Metrópole Hall traz 7 músicas de autoria da banda, com destaque para Reggae de Raíz, Apenas um Forma de Viver e, lógico, Neguinha e data de um show de abertura para o cantor Edson Gomes na capital alagoana, para um público superior à 5 mil pessoas. Clique na imagem e confira!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Aereogramme - My Heart Has a Wish That You Wouldn't Go


    Formada em 1998, a banda escocesa Aereogramme apresentou no final de 2006/começo de 2007 seu 4º álbum, entitulado My Heart Has a Wish That You Wouldn't Go. O álbum é primoroso em texturas e experimetalismo, mas carrega também uma vertente pop em suas belas melodias vocais e letras emocionais, realçadas por arranjos de cordas muito bem feitos.

Destaques do Álbum:


BARRIERS - Belíssima canção, qua ganha corpo nas rufadas da bateria e teclado melancólico. Ao chegar no refrão, um arranjo orquestral traz um ar de novidade, realça as dinâmicas da peça e ganha foco no solo, executado por um violino.



EXITS - A música começa como uma balada folk, mas logo ganha uma textura de piano + bateria bastante incomum, e vai ganhando um arranjo de cordas, belo, mas com um quê de sombrio em meio a música em  uma textura incomum e fortíssima e, assim, vai baixando até o fim.



A LIFE WORTH LIVING - Mais experimentalista, essa música se desenvolve em um crescendo, que ruma para o refrão. Aos 3:25 (aprox.) um solo de guitarra que lembra a banda A Perfect Circle é tocado, e a música torna ao refrão, dessa vez, ainda mais rico em textura e mergulha em um textura vazia, carregada pela voz cheia de eco e, assim mesmo, acaba.



FINDING A LIGHT - Escute esta música com o headphone e observe as texturas sonoras!


   
     Uma pena que My Heart Has a Wish That You Wouldn't Go foi o último álbum desta banda, que fez seu último show no dia 31 de agosto de 2007, na Escócia. Com certeza a banda ainda seria responsável por várias boas surpresas musicais, como a que tive ao escutar este álbum.